Muito tempo que não escrevo por aqui!

Faz muito tempo que não escrevo nada por aqui, mas hoje resolvi falar um pouco sobre o centro da cidade de Santos com crianças, pois para quem mora em São paulo e região pode ser uma boa pedida.

Hoje, o centro estava cheio devido ao feriado, mas deu para curtir as ruas antigas e visitar museus e igrejas.

Uma boa pedida é o museu do café, que fica na antiga bolsa do café em santos e conta toda a história dos tempos áureos do café no país, ao qual a exportação passava toda pelo porto de Santos, cidade onde ficava a bolsa de cotação do ouro negro. Lá tem um excelente café, onde é possível saborear  e levar para casa o café que mais lhe agrada. Já que conta com um curso de barista, já viu que esse assunto por lá rende muitos cafezinhos.

Existem muitas atrações, mas hoje curtimos a rua, que termina na estação Valongo e no museu do Pelé, onde é a saída do famoso bondinho. Para quem gosta de futebol,  do Pelé e quer relembrar as copas que ele ganhou com o Brasil, é uma excelente Pedida. entramos e as crianças também gostaram bastante. crianças até dez anos não pagam e o ingresso inteiro custa R$10 por pessoa.

Em frente ao museu fica a igreja Santo Antonio do Valongo, também vale muito a entrada para meditar um pouco, de acordo com a fé de cada um. Como toda igreja antiga, sua beleza encanta.

Nessa mesma rua também é possível entrar na casa dos azulejos que está sendo restaurada. No centro também é possível almoçar em bons restaurantes ou apenas comer um bolinho de bacalhau, um pastel ou uma empadinha, no bar carioca. Todo mês tem um bondinho que é só para crianças, geralmente no segundo final de semana do mês, vale conferir a programação no site da prefeitura de Santos. Ainda tem muito mais, mas ficará para uma próxima visita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O silêncio necessário

Nesses tempos de muito barulho por todo lado, como faz falta silenciar a mente, a alma e até mesmo o corpo.

Se para uma pessoa que não tem filhos pequenos esse silenciar se faz tão necessário quanto qualquer higiene pessoal diária, para uma mãe com as demandas e descobertas de filhos pequenos , se faz por até uma necessidade da sanidade rsrs…

Comecei a refletir pelo silêncio após ler o livro de  Shusaku Endo que deu origem ao filme recém lançado. Apesar do livro tratar de um silêncio diferente, começou a despertar ali em mim, o quanto pesada por todo tipo de poluição estava a minha mente.

Assim, comecei a eleger prioridades de acordo com algo como o sentido de minha vida. Não é fácil fazer uma higiene mental, nós queremos atender a todas as demandas que chegam a nossa frente. Silenciar é dificílimo. Comecei pelas redes sociais. Não fui drástica, mas me calei o máximo que pude em todas elas. Ah, aquela vontade de opinar no grupo de mães, grupo da família e de ver aquele vídeo, aquela mensagem. Nós achamos que usamos com cautela tudo isso, mas a não ser que você controle efetivamente cronometrando o tempo,  usa-se muito mais do que se imagina. E quanta poluição para uma mente tão cansada com as demandas do dia a dia!

A televisão que muitas vezes fica ligada só por que se está em casa é outra fonte de poluição. Muitas pessoas trocaram uma música ambiente pela tevê ligada, favorecida pelas quantidades de canais da tentadora tevê dita fechada. Pois é, me atentei a isso também e aquele canal de notícias que passava o tempo todo a caótica situação do Brasil atual, foi trocada por algo mais suave, quando não, trocado pelo silêncio.

Também passei a ensinar a ensinar às minhas filhas a silenciar mais, valorizar a paz e a tranquilidade. Não é tarefa fácil, visto que elas estão na fase de descobrimento e se expressarem é em alto e bom som, é justamente a forma de conhecerem o mundo. Mas, é preciso ensinar às crianças o valor do silêncio, senão sem motivo nenhum ligarão uma tevê ou um tablet barulhentos e nem estarem ali naqueles momento, ligaram por ligar. E lá vai barulho desnecessário…

Por fim, tenho examinado o barulho da mente e tentado silenciá-la. Percebo que um bom caminho é estar focada no que é realmente importante para a pessoa. Aí para os momentos de lazer, é só escolher o te traz mais paz e tranquilidade. Estou com tempo livre, vou ligar a tevê por ligar ou ler um bom livro? Pequenas decisões que pesam no final das contas. Nada contra a tevê , continuo vendo séries boas e programas. Mas, todo caminho fácil deve ser pensado, chegou cansado para fazer uma série de coisas, como um jantar talvez, com a novela naquela altura, totalmente desnecessário. É por facilidade e talvez força de um hábito, já não basta morarmos em ruas tão barulhentas hoje em dia? cadê o som dos pássaros? E dos galos da madrugada?

E, por fim, o silêncio daquele conselho desnecessário, daquela cutucada mais desnecessária ainda. Se for para falar , que seja para alegrar! Como disse Aristóteles:

“O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.”

Ou ainda Pitágoras:

“Se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio, então cala-te.”

Ah, Trump!!!

Diante da estupefação do mundo diante da vitória de Donald Trump nos Estudos Unidos, faço aqui as minhas pequenas e humildes reflexões.

A primeira reflexão parte de uma postagem da minha prima que trabalha num escritório de uma gigante farmacêutica nos EUA, onde ela comenta que o escritório estava em silêncio naquele dia pós vitoria, pois da mesma forma que as pessoas tinham vergonha de expor que votariam em Trump, tinham vergonha agora de expor a alegria da vitória em público. E, sendo assim, as previsões todas afundaram. Fica provado que o ser humano pensa só no seu próprio umbigo mesmo. Certas afirmações e muitas verossímeis de que Trump é:  Vigarista, intolerante, autoritário e xenófobo, não conseguiram desbancar o que ele mais prometera: o sonho americano de volta e o imigrante sempre pior do que eu , melhor do que eu, nunca. Caiu por terra, veja, são reflexões minhas, nem li e nem assisti muito sobre o assunto, essa onda de que o mundo está mais igualitário, inclusivo e menos preconceituoso. No fundo, está se afastando disso, do mundo ideal, temos pequenos grupos que conseguem grandes vitórias que se irradiam e por isso temos a sensação de um mundo mais tolerante. Mas, nada  também que nos abale para continuar lutando e fazendo a nossa parte por um mundo melhor, não fiquei depressiva por isso…

A outra reflexão que faço é a seguinte: já pensei algumas vezes em ir para um país  desenvolvido com mais segurança, qualidade de vida, menos corrupção, principalmente após a chegada das minhas filhas, que com elas, todo lado negativo do Brasil pesa ainda mais. No entanto, não sei lidar muito bem com a sensação de ser intrusa no país alheio. Penso que não saberia como lidar com alguém me olhando como uma intrusa. Talvez por ter isso, muito forte dentro de mim, sem eu nem perceber, nunca passou de meros devaneios essa mudança de país. E, agora, vendo essa eleição de Trump e o caminho fechado que o mundo está seguindo, acho que nem em devaneios nos mudaremos mais…

Apesar dessas reflexões de ordem negativa, farei sempre a minha parte para um mundo mais tolerante. Aqui em casa converso muito com minha filha, para que ela possa olhar a diferença do outro como algo que só tem a acrescentar para a visão de mundo dela. Estar sempre de olho nas nossa próprias atitudes, sem máscaras, é o primeiro passo. Pois, como disse minha prima, ninguém votaria no Trump, mas ele ganhou…

 

Sumiço

Faz tanto tempo que não escrevo por aqui, pois até mesmo a vontade de transformar essa escrita num hábito não foi suficiente para vir escrever.

Tive a festa de 6 anos de minha filha, ao qual fiquei muito envolvida, isso ocorreu em setembro. As festas dela sempre foram familiares, essa foi a sua primeira festa no buffet, com show de teatro, fotografo e tudo o que ela tinha direito. Não gosto de ter os holofotes virados para mim, ou para o que realizo, assim foi meio tenso a preparação e realização dessa festinha, mas no final saiu tudo ótimo.

A minha filha mais nova completará um ano esse mês de novembro, as demandas de trabalho e dedicação a ela e a irmã estão ocupando muito o meu tempo, como é de se esperar.

Esse primeiro ano da minha filha mais nova me mostrou como precisamos sair realmente da zona de conforto para realizarmos nossos sonhos. Eu reclamava de coisas que achava difícil realizar só com a mais velha e agora com duas, vejo que poderia ter feito mais o que tinha vontade com uma só e reclamado menos. Quando somos casados reclamamos que chegamos tarde e cansados do trabalho e não dá para fazer aquele curso de idioma, música / dança, pós-graduação… Parece clichê, mas com o caminhar da vida aulta o tempo só vai diminuindo então o tempo de realizarmos as nossa vontades é hoje e agora. enfim, espero que tenha voltado para ficar!

 

 

Minha filha não come… Ansiedade de mãe…

Como já postei  aqui, tenho uma menina que se chama Luísa e tem nove meses. Ela mamou até os seis meses leite materno, exclusivamente, e de lá para cá, venho eu tentando introduzir os novos alimentos. Como tenho outra filha de cinco anos, a comparação foi inevitável. Além da realidade ter sido outra com a mais velha, pois retornei ao trabalho, ela visivelmente era mais boa de prato, como dizem. Comeu a primeira pera oferecida quase que toda de uma vez.

Com a Luísa, mesmo sabendo que os filhos são diferentes, a expectativa de sucesso era inevitável. Pois bem, do sexto ao oitavo mês só conseguia uma ou duas colheradas das mais diversas combinações de papinhas doces e salgadas que tentei. Mesmo sabendo que ela em breve aceitaria os alimentos, aquilo me martelava a cabeça todos os dias, coisas de mãe, somos assim, encucamos mesmo.

No entanto, nesse nono mês, ela já aceita melhor as papinhas, o que tem me deixado mais tranquila e também com mais liberdade, pude retornar à academia e ao curso de inglês.  Vale salientar que a deixo com o meu marido que é o encantador de papinhas e não muito tranquilo para tudo, mas para oferecer comida a uma criança é com a paciência dele mesmo. O que mais envolve a introdução de alimentos hoje em dia, tem o método novo de introdução na forma mais natural dos alimentos possível, BLW ,li um pouco a respeito. Dou sempre alguns pedaços como de maça, pera, um gomo de mexerica para que ela possa descobrir texturas e sabores, mas não me senti segura em iniciar por esse método e por isso fui com as tradicionais papinhas…

As etapas de amadurecimento dos nossos filhos são várias, quando estamos passando, podemos ser a mãe mais experiente, mas sempre nos  causa  ansiedade. O importante é sabermos que passará e virão outras. E que tudo tem que ser encarado com muita tranquilidade e respeitando o tempo da criança.

 

 

 

 

O bebê dormindo no chão do aeroporto

A imagem do bebê dormindo no chão do aeroporto deve ter percorrido o mundo. Aparaceu diversas vezes na minha timeline do facebook. Quando a foto começou a circular , foram  muitas as críticas relacionadas a mãe, que fazia qualquer coisa para ficar ao celular, até deixar um bebê no chão do aeroporto. Esclarecido o real motivo, muitas pessoas apoiaram a mãe e talvez até aquelas que tenham criticado devam ter se arrependido.

Onde fiquei nessa história? Bem, somos rodeadas de tantas imagens, apelos e notícias no mundo virtual que só li mesmo quando a foto já rodava com a notícia esclarecida. Talvez, se eu tivesse visto antes tenha julgado rapidamente. Ou talvez não, tenho aprendido tanto na maternidade, que me considero mais madura emocionalmente e não saio por aí apontando defeito na maternagem alheia. A vida de mãe ensina, e ensina principalmente que somos todas falíveis, estamos no mesmo grupo.

Espero que consigamos construir uma geração de mães mais solidárias, já temos construindo bons exemplos, mas criticar  nesse mundo virtual de hoje, parece mais fácil. Jogamos na rede nossos próprios fantasmas… Olhando para outro, tento  afirmar que não sou assim. O alivio é só momentâneo, machucamos o outro e a verdade sobre nós permanece lá, intacta… Quer ajudar uma mãe? Não a ensine que chupeta faz mal, que tem que amamentar de todo jeito, que o bebê tem que dormir assim ou assado. Faça algo de verdade por ela, pode ser uma xícara de chá e um papo animado e motivador.

Ah! E também que aprendamos a realizar críticas construtivas nas redes sociais, mesmo se o ponto de vista for contrário, que seja algo agregador e não apenas uma crítica vazia, rasa e barata, como vemos por aí. Pensar diferente é bom e sadio, quando bem intencionado, colabora para o avanço da humanidade. Que as nossas intenções sempre sejam as melhores!

Por dias mais serenos e melhores!

 

bebe-no-chao-do-aeroporto

Sobre o livro Cavalos Partidos

Ontem acabei a leitura do livro cavalos partidos da escritora Jeannette walls, famosa pelo livro o castelo de vidro. Na verdade foi uma daquelas surpresas literárias, pois eu não a conhecia e não tinha indicação. Apenas estava navegando no site da amazon, quando achei a estória interessante e resolvi adquiri-lo. Simples assim, como surpresa boa. E, de fato foi.

O livro não é uma biografia, pois apesar de ser sobre sua avó materna, a autora só conviveu com a mesma até os oito anos, quando a sua avó faleceu. Então ela juntou os recortes da memória do que a sua mãe foi falando sobre a avó durante a vida, pesquisou e também fez acréscimos por conta própria em algumas lacunas, segundo a mesma conta no final do livro.

A história de Lily Casey (avó da autora) é de muita garra, muitas lutas, muitos obstáculos, como a vida é, ainda mais na famosa época da grande depressão nos EUA… Ela passou por cada uma ( não vou deixar spoilers), que só muita força vinda do fundo do útero para seguir em frente. Para quem está desanimada e acha que precisa de um empurrãozinho, é uma ótima dica conhecer a vida dessa lutadora. Posso adiantar que sendo mulher na década de 20, o que não era nada fácil, ela correu atrás de todos os seus sonhos, como por exemplo pilotar um avião.

“Mais ou menos que nem os índios que fingem que não falam inglês porque nunca lhes aconteceu nada de bom depois de terem conversado com quem sabe inglês.”

“Quando alguém está ferido, a primeira coisa a fazer é estancar o sangramento. Depois, pensa-se no que é melhor para sarar a dor.”

“Estamos todos um passo à frente das bestas e um passo atrás dos anjos.”

“Prepare-se para o melhor e espere pelo pior.”

Vale a pena a leitura!

 

Cavalos Partidos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pequeno momento de reflexão sobre ser mãe nos dias de hoje…

 

Nos últimos anos, nós mulheres, sem dúvida, subimos muitos degraus para igualar nossos direitos aos dos homens. Não sou feminista, mas tenho simpatia por muitas lutas do movimento, e tenho algumas discordâncias também. Mas… O fato é que alavancamos o tal do “empoderamento” que nos trouxe muitas conquistas, é verdade. Mas ser mãe  e profissional ainda não é nada fácil.

A mãe que resolveu ficar em casa cuidando das crianças, principalmente na primeira infância, sofre uma pressão muito grande da sociedade. Nossa, mas vai ser só mãe agora? Oi! Só mãe? Ser mãe com responsabilidade na formação,  educação, integridade e saúde dos pequenos é uma tarefa que nem todo CEO teria sucesso. O que diferencia essas mães de hoje que optaram por cuidar dos filhos é que a maioria delas tem uma boa educação formal , formação cultural e experiência anterior no mercado de trabalho. E é uma pena que não haja espaço para inclusão de muitas delas no mercado de forma conciliatória. Sei que muitas empresas estão fazendo a sua parte, como a natura  que aderiu aos princípios de empoderamento feminino da ONU Mulheres e do Pacto Global, mas ainda são pouquíssimas. A diferença de tratamento entre mulheres e homens no trabalho ainda é muito alta.

Muitos devem pensar que essas mulheres estudaram porque outras se sacrificaram e foram para rua exercer tripla jornada. Tudo bem, ok! O cenário hoje no Brasil em geral,é desolador para as mães que trabalham. O governo, que tantos tributos recebem de nossas mãos, não oferece creches em quantidade e qualidade suficientes. As condições precárias de mobilidade urbana, transporte público e violência também fazem parte desse pacote que o governo fica em débito, dificultando ainda mais a vida da mãe trabalhadora.

Há muitas vantagens e muitos ganhos para família que um dos pares se dedique, por um período ,integralmente à família. Não é uma questão de gênero, deve ser uma escolha do casal, de acordo com os critérios que eles escolham de quem deve parar por um período.

No meu caso, não foi planejado, o trabalho estava exigindo mais do que eu podia oferecer para exercer a maternidade com a qualidade que eu desejava. Foi resolvido entre nós dois , o casal. E, hoje eu me adapto bem a situação, mas já busco algo para fazer e que permita conciliar às funções de mãe e profissional. Se eu tivesse que dar um conselho para alguém que pretende fazer o mesmo, diria que faça um planejamento sobre o seu tempo parado e seu retorno, mas como muitas coisas acontecem sem planejamento, pode arriscar de corpo e alma que esses momentos valerão muito a pena. Exercer a maternidade integralmente é uma oportunidade que muitas mulheres não podem se dar o luxo de ter, infelizmente, e é na verdade exaustiva e compensadora. Sem dúvida, uma função iluminada.

 

 

 

 

 

 

 

 

Minha relação com o minimalismo

Conheci um pouco sobre o minimalismo há uns quatro anos atrás através de alguns blogs sobre organização e gestão do tempo. Na época, li um pouco a respeito e vi que estava relacionado com a filosofia budista. Como sou cristã e não deixaria de sê-lo, absorvi o que poderia ajudar no meu dia a dia sem interferir na minha religiosidade.

” Menos é mais”

O minimalismo nos orienta a um consumo consciente.  Quantas coisas consumimos por impulso,não é mesmo? Até hoje, mesmo depois de ter conhecido o minimalismo, ainda consumo algumas coisas desnecessárias, principalmente nos momentos de fragilidade emocional. Agora com crianças, o alerta é redobrado. O enxoval da minha mais nova foi um terço do valor da minha filha mais velha. E eu não tinha guardado nada. Meu guarda-roupa tornou-se limitado. Não consumo quase nada que seja da moda, como fast fashion, por exemplo. Eu guardava muitos lençóis de cama, agora só tenho três conjuntos para cada  cama e já estou achando muito. Resumindo, reduzi tudo. Artigos pessoais: roupas, calçados, maquiagens, cremes e perfumes. Na casa: móveis, artigos de decoração, objetos de cozinha e por aí vai. Ao reduzir coisas , pude ter a certeza, que o ter menos, como coisas na nossa casa, proporciona mais energia positiva circulando, maior clareza, mais paz, pois não temos aqueles lugares acumulados de coisas que nem usamos.

Sobre organização pessoal e do lar existem muitos livros e blogs a respeito que consideram o minimalismo.  Não é especificamente sobre o minimalismo, mas destaco o primeiro livro que li da japonesa  Marie Kondo, a mágica da arrumação.  Para cada item, ela sugere a pergunta: isso me faz feliz? Ao enxergar os objetos não como seres inanimados, demos muito mais valor ao que consumimos e acumulamos. Ela orienta ao descartar um objeto, agradecê-lo pela serventia e deseja-lhe que faça outra pessoa feliz como fomos com o tempo que tivemos  sua posse. Já tem o segundo livro dela e logo irei lê-lo também.

 

marie

 

 

Hoje estou satisfeita com a noção de consumo que o minimalismo me proporcionou, quando me preocupo como um item foi fabricado, que material foi usado, qual a relação da mão de obra, estou contribuindo para um mundo mais sustentável. Quando dou preferência a produtos regionais, prestigio a minha comunidade. E assim por diante. Façamos a nossa parte para um mundo melhor.

Vamos falar de dar a volta por cima dos dias cinzentos

Esses dias em que o sol não aparece por aqui (já são dois meses com pouca aparição do astro rei por aqui…), tenho uma tendência a ficar resmungona, baixo-astral… Eu gosto mais de calor do que de frio, de claridade à penumbra. Assim, é forçoso manter o astral nesses dias, principalmente porque ainda estamos em férias escolares aqui em casa e ainda tem o bebê.

O que faço nesses dias cinzentos:

  • Coloco uma trilha sonora animada;
  • Faço uma boa xícara de chá ou café com leite;
  • Dou uma olhada nas fotografias de nossas  viagens à praia;
  • E ,mais recentemente ,aposto na culinária também como terapia. Faço um bolo gostoso, vejo receitas e busco inspiração…
  • Sem dúvida meu maior hobby, minha maior fuga de mim mesma é a leitura. Normalmente, tenho uma lista enorme de livros para ler. Nesses momentos de penumbra, dou preferência aos mais leves e descontraídos, aos livros que têm um viés de lições de vida, ou a um bom chick-lit, por quê não?
  • Se o dia permitir, saio para dar uma volta, praticar exercícios escutando uma boa música… como funciona!
  • Curto minhas meninas, jogo jogos, busco às entrelinhas dos olhares ingênuos e singelos delas.
  • Rezo, leio salmos, medito e penso em gratidão! Gratidão, pela saúde, pela comida, pela família… Gratidão pela vida!

E, o importante é lembrar que esses dias fazem parte do ciclo da vida e todos eles têm algo bom para nos fornecer.